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Mulher de fases

Somos a natureza manifesta em nosso corpo de mulher.


Se pararmos para perceber tudo ao nosso redor se dá em ciclos.


Os dias, os anos, as plantas que crescem, dão frutos e depois morrem.


As quatro fases da lua, as quatro estações... e, nós mulheres fazemos parte desse funcionamento perfeito da natureza, com as quatro fases de nosso ciclo menstrual.


Fases da lua e as fases do ciclo menstrual

Contudo, em uma construção social patriarcal aprendemos a seguir as ordem de uma linearidade domesticadora: o personagem é sempre o mesmo personagem, o roteiro é sempre o mesmo roteiro e o ciclo de vida-morte-renascimento é subjugado em detrimento de uma eficiência e verticalidade constantes


Ao deixar de observar nosso tempo biológico, a sociedade e a velocidade das máquinas passam a definir nosso ritmo interno. Sentimos frequentemente essa desarmonia.


A natureza cíclica feminina não parece ser adequada às demandas de um mercado que exige essa produção constante.


Assim para tentar dominá-lo a mulher abriu mão dessa natureza, se desligou do seu ciclo através de hormônios artificiais, pílulas anticoncepcionais, reguladores de humor e outros medicamentos que o mascaram e tornam as mulheres lineares e invariantes. E isso é uma energia do masculino.


Os conceitos de eficiência, desempenho e maturidade emocional estão muito distorcidos e, regidas por uma especie de ditadura, ouvimos: "eu sou a mesma, todos os dias". Porém, isso não nos faz mais fortes, muito pelo contrario.


O que na verdade isso traz para nós mulheres é a desconexão da nossa essência, da nossa maior força, a nossa natureza cíclica.



E o resultado é que estamos orientadas em direção a reprodução e manutenção de um sistema capitalista e desumano, que valoriza o ter ao ser.


Indo contra nossa natureza e o devir em direção à vida.

Sabemos que lutar contra a natureza nunca foi uma boa ideia.

Não há dúvidas que perderemos.

Entender nosso ciclo como nosso grande aliado é a verdadeira luz que se acende e clareia nossos pensamentos e nossa vida. É exatamente aí que reside a nossa maior força.


A mulher que menstrua de forma natural pode se ver realmente, se conhecer.

Pode entender como e porque a cada momento ela se mostra e se sente de uma forma e que isso não é ruim. Aprende que cada fase, como fase que é, passa. E sempre volta depois também.


E podemos usar isso ao nosso favor. Não estar submetida ao ciclo, mas girar junto dele num equilíbrio dinâmico. Não ser vítima e sim mestra de si mesma.


Compreender assim o deixar ir e o deixar chegar. Saber que o dia e a noite, o frio e o calor, a alegria e a tristeza sempre virão novamente, então vivamos o que se mostra agora, sem resistir.


Uma verdade deve ser dita: não podemos escolher entre as emoções que desejamos ou não sentir! Não podemos escolher nos entorpecer para não sentir dor, solidão, frustração, medo, tristeza ou raiva sem com isso nos abster de todos os outros sentimentos, como alegria, êxtase, contentamento ou prazer!


Se você não mergulhar nas suas frustrações, conhecer a si própria, luz e sombra, como poderá transformar positivamente a sua realidade?


O conhecimento do ciclo menstrual é de absoluta importância para a mulher, para muito além da reprodução. Ao perceber e aceitar nossa natureza cíclica temos a oportunidade de harmonizar com o que somos, com nossa verdade mais profunda.


E ser cíclica é ser vulnerável.


Se você não aceita sua vulnerabilidade (como habilidade de ser afetado como indivíduo, e não como ser frágil diante de um coletivo opressor), você não aceita a si mesma integralmente e também não será capaz de se relacionar com o outro de forma completa.


Experimente voltar ao seu movimento cíclico natural de mulher! Deixe o seu corpo livre para ovular, livre para sangrar! Deixe o seu espírito livre para descer às sombras e se surpreenda com retornos cada vez mais brilhantes! Deixe suas emoções oscilarem assim como as marés!


Com o tempo, você perderá a aversão pelo seu inverno psíquico, perderá o apego pelos seus verões e, quando esse momento chegar, você será, enfim, capaz de sentir profunda gratidão e plenitude por cada uma das suas paisagens internas, sabendo que isso também irá mudar!


Observe a natureza a sua volta: uma semente germina, vira um botão de rosa que se abre em flor, decai, perde suas pétalas, morre e uma nova semente germina.


Tudo é cíclico. O mesmo acontece com o dia e a noite, o verão e o inverno, a lua cheia e a lua nova. O mesmo acontece com o ciclo menstrual da mulher!


O ciclo menstrual é o ciclo de morte, vida e renascimento que todas as mulheres passam, todos os meses. Em cada período mudamos nossa natureza, nossa energia, nossas habilidades, capacidades e processos físicos, mentais, emocionais e espirituais. Podemos assim perceber qual nosso potencial, que tipo de atividade nos dedicaremos com mais prazer e eficiência em cada fase.


E, sobretudo respeitaremos que nem todos os dias servimos pra tudo. Não precisamos ser sempre fortes, ou sempre frágeis, ou sempre atentas. Um dia posso estar aberta, falante, disposta a ajudar, no outro calada, focada em mim mesma.


A conexão com o ciclo menstrual ativa nossa intuição, nossa sabedoria, conhecemos nosso corpo e ele sabe tudo sobre a gente. Aprendemos a ouvi-lo, senti-lo, perceber nas sutilezas as grandes respostas de nossas dúvidas. Esse é o primeiro passo do caminho para a cura em diversas esferas.


Cada fase da lua, da nossa vida e de nosso ciclo menstrual tem algo a nos dizer.


É a partir da consciência de tudo isso que podemos aproveitar ao seu máximo a energia e potencial de cada fase do ciclo.

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